quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Diferença de aprendizado e sabedoria

O que pretendo falar aqui é sobre a diferença entre intelectualidade e emocional. Acredito que não há um sistema educacional no mundo que avalie seus estudantes de maneira efetiva e justa. A aplicação de provas avaliando o conteúdo dado em sala é um método totalmente ultrapassado, e nem vou entrar no quesito de que as próprias aulas também são um método ultrapassado, isso é assunto para outro post...

Existiu um filósofo na França chamado Montaigne, que viveu por volta do século XVI. Ele era um filósofo diferente, pois estudava o ser humano na sua essência, o que é ser uma boa pessoa. Montaigne reconhecia que há pessoas mais inteligentes que outras, mas dizia que a maneira como elas são classificadas é que está errada, em particular o nosso sistema de avaliação escolar que recompensa a coisa errada: o aprendizado em vez da sabedoria.
Sabedoria seria saber lidar com a vida: O que fazer quando se está ansioso? O que é ser bom pai ou boa mãe? Como distinguir amor de uma paixão passageira? Devemos nos preocupar com o que os outros acham?

Os estudantes de hoje não são avaliados em sua sabedoria, mas talvez devessem ser. O sistema atual faz muita gente se sentir burra quando, na verdade, não é, enquanto deixa outras se achando muito espertas, embora não sejam. Você pode ser capaz de elaborar um texto brilhante, recordar muitos fatos e apresentar argumentos coerentes, mas não escrever as palavras que seu professor pretendia ler. Sendo mais radical ainda, um indivíduo pode não ter essas habilidades e, ainda assim, ser muito sábio. É uma questão de vivência, aquela máxima da "sabedoria do idoso", ou inteligência emocional. A questão de ser inteligente e preparado são questões muito mais profundas do que uma simples prova, aplicada em um horário fixo, em um local determinado, situações que não podem avaliar uma pessoa. A avaliação pessoal e individual mais ampla enxerga muito mais longe que uma folha de papel.

As qualificações acadêmicas não são a única nem a principal medida da inteligência de alguém.
Há formas de sagacidade que as universidades não sabem reconhecer, da mesma maneira como há formas de estupidez. São os perigos da arrogância intelectual. Se você vir um homem que se acha muito sábio, é melhor esperar mais de um louco do que dele.

1 comentários:

Fernanda Correa disse...

Shooowwww esse novo lay-out do blog hein???
Ameiiiii

E esse post então.... lindo!!!!
beijoosss

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